Ciclos, tecnologia e uberização: a imposição da formação socioeconômica no desenvolvimento do GNV em Santa Catarina

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Leonardo Mosimann Estrella
Isa de Oliveira Rocha

Resumo

Este artigo analisa os indicadores comerciais do GNV identificados nos ciclos de vida do produto em uma das unidades subnacionais do Brasil, considerando os fatores econômicos, sociais e tecnológicos que influenciam nos gargalos de crescimento deste segmento de mercado do gás natural. Para produzir os resultados, foram utilizadas teorias dos ciclos (econômicos longos e médios e de vida do produto), discussões teóricas-empíricas sobre o papel do trabalho informal como fenômeno social oriundo de nova tecnologia, além de realizar pesquisa com usuários do produto e com especialista técnico do setor de conversões de veículos. Como resultado tem-se que o GNV, no estado de Santa Catarina, é um produto que produz resposta comercial de forma diretamente associada ao fator competitividade na comparação com os concorrentes gasolina e etanol; sua base de crescimento, formada a partir do mercado de motoristas de aplicativos, é insustentável no médio e longo prazo; e a estagnação tecnológica e de oferta e promoção do produto contribuem para um ciclo descendente importante de consumo que pode levar ao desaparecimento do produto, considerando a aplicação em frotas leves.

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Artigos
Biografia do Autor

Leonardo Mosimann Estrella, Universidade do Estado de Santa Catarina

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental (PPGPLAN) do Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED) na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental pela UDESC (2022). Possui especialização em Gestão Estratégica de Pessoas pela HSM University (2020), MBA Executivo em Gerenciamento de Crises pela Faculdade Unylea (2017), MBA em Gestão da Comunicação Pública pela Universidade Tuiuti do Paraná (2014) e MBA em Marketing para Gestão Empresarial pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007). Administrador (CRA/SC 10.868) pela UFSC (2002) e Jornalista Profissional (Registro 6684/SC). Executivo em Franchising pela Franchising University do Grupo Cherto (2006). Foi Diretor Regional da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) em Santa Catarina entre 2020 e 2022. Foi por quase 14 anos empregado público na Companhia de Gás de Santa Catarina. Atua como Coordenador de Curso e Docente na IPOS Especialização. Colabora com as atividades do Instituto Ignacio Rangel e do Laboratório de Planejamento Urbano e Regional do Departamento de Geografia (LABPLAN) da FAED-UDESC. Coordena o Núcleo de Estudo, Pesquisa e Observatório de Gás Natural (NEPO) da Vision Gas. Como pesquisador, milita especialmente nos setores de gás natural e biogás/biometano. Possui nacionalidade brasileira e portuguesa.

Isa de Oliveira Rocha, Universidade do Estado de Santa Catarina

Graduação em Geografia Bacharelado (1984), Geografia Licenciatura (1986) e mestrado em Geografia (1994) - área de Desenvolvimento Regional e Urbano - pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), doutorado em Geografia Humana (2004) pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado na Bridgewater State University (Massachusetts/EUA). Atualmente é professora titular do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Socioambiental (PPGPLAN ) - Doutorado e Mestrado e coordenadora do Laboratório de Planejamento Urbano e Regional (LABPLAN) do Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Na UDESC foi Diretora de Pesquisa e Extensão da FAED, coordenadora do mestrado e doutorado do PPGPLAN, líder do grupo de pesquisa Natureza e Sociedade: Autonomia e Relação, entre outras atividades. Na Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE) foi professora titular no curso de Geografia (1998-2015). Atuou na Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina, de 1983 a 2018, destacando-se a coordenação dos estudos socioeconômicos do Projeto Gerenciamento Costeiro de Santa Catarina, do Arquivo Gráfico Municipal (IBGE) e a participação na elaboração dos Atlas de 1986 e 1991 e organização (desde 2012) do novo Atlas Geográfico de Santa Catarina, publicado em Fascículos. Integra comitês científicos e editoriais de periódicos, agências de fomento, eventos científicos etc. e foi avaliadora de cursos de graduação de Geografia (INEP/MEC) de 2006 a 2018.